Existe fórmula mágica para os resultados-chave (KRs)?

tipos de resultados-chave

Assim como já foi falado em diversos textos que publicamos (acesse o blog aqui!), a metodologia OKR visa potencializar a performance de sua empresa através de uma gestão ágil de resultados.

Muitos de nossos clientes nos perguntam: mas como posso formatar bons OKRs? Temos o Guia Definitivo para explicar o conceito e disponibilizamos alguns exemplos em nosso site, mas vamos aprofundar alguns elementos da metodologia para ajudá-los ainda mais.

Que tal entender um pouco mais sobre os resultados-chave (KRs)?

Como vocês já sabem, o framework funciona através da seguinte estrutura: objetivos (“sonhos”) e resultados-chave (métricas).

O objetivo resume informalmente algo que você, seu departamento ou organização querem alcançar em um período de tempo. Os KRs são nada mais que os critérios de sucesso do objetivo (sonho).

Isto é, são utilizados para entender (de forma mais direta) se estamos evoluindo ou não. Tereza Amabilie, escritora do livro “The Progress Principle”, resume um pouco o que queremos dizer:

“De todas as coisas que podem potencializar emoções, motivações e percepções em um dia de trabalho, a mais importante é progredir diante de um trabalho significativo.”

 

Mas afinal, há uma fórmula mágica para a criação dos resultados-chave?

Não há uma solução “perfeita” que funcione para todas as empresas, mas existem algumas características fundamentais para a composição dos KRs, garantindo sua efetividade.

Primeiramente, é vital que o objetivo já esteja estruturado. Os resultados-chave são os passos mensuráveis que você precisa alcançar para completá-lo.

“Se vocês não conseguem mensurar, vocês não podem gerenciar”

Reforçando a ideia de Peter Drucker, descrita acima, um resultado-chave deve ser mensurável e quantitativo, para que não haja dúvidas do quanto foi alcançado.

Para potencializar ainda mais seus resultados, recomendamos que sejam utilizados indicadores (KPIs) em sua formulação, o que facilita a extração de dados concretos, evitando subjetividade.

Além de indicadores, é importante que os KRs sejam SMART, sigla em inglês para 5 características:

  • Específico (specific): Foram bem definidos e todos podem entendê-los?
  • Mensurável (measurable): consigo mensurar seu progresso?
  • Alcançável (attainable): é realmente possível realizá-los?
  • Relevante (relevant): são importantes para o propósito da empresa?
  • Temporal (time-based): estabeleci um prazo para alcançá-los?

Interessante, certo? Não deixe de conferir abaixo outras dicas para te ajudar a fazer KRs incríveis!

 

Dicas (importantes!) para a formatação dos KRs

1) Progresso de um resultado deve ser auditável

Por isso, é fundamental que o resultado-chave gere apenas uma interpretação. Métricas subjetivas geram ambiguidade e podem ser fonte de conflito entre colaboradores. Os OKRs devem fortalecer a comunicação: se alguém não entender como o KR é mensurado, deve ser corrigido.

2) Resultados-chave devem ser ambiciosos, mas não impossíveis

Os KRs devem guiar os colaboradores em prol do propósito da empresa. Deve ser algo simples de entender, mas ambicioso o suficiente para ser atingido com um bom nível de esforço.

3) KRs podem ser mensurados de diversas formas (não são estáticos!)

Paul R. Niven e Ben Lamorte, especialistas em OKR, descrevem diferentes tipos de métricas: positivas (quanto maior, melhor); negativas (quanto menor, melhor); e por faixa determinada (menor e maior valor). Os KRs também podem ser milestones (abordaremos melhor o assunto mais à frente!), no caso de não conseguir expressar o resultado como uma métrica.

4) Resultados-chave não são tarefas!

Os OKRs promovem uma cultura focada em entregar resultados, não em atividades. Isto é, definem se o sucesso foi alcançado ou não. Não adianta cumprir todas as tarefas e não haver progresso. Para garantir resultados de alto impacto, foque no propósito final, não nos meios para chegar lá.

 

Tipos de KRs

1) Valor

Estes resultados-chave são construídos com base em uma métrica específica que retrata uma alavanca de valor para a empresa. Para exemplificar melhor, pensemos num caso prático: uma empresa de software colocou como um de seus objetivos “tornar-se líder de mercado”.

Como poderíamos estabelecer um indicador de valor, neste caso? Para ganhar espaço diante de outras empresas, é importante que existam cada vez mais pessoas utilizando o sistema. Pensando nisso, um bom KR de valor seria “ter 300 mil usuários no software”.

2) Qualidade

Pensemos no exemplo dado acima. Poderíamos oferecer um trial para todos, e nenhum deles pagar pelo uso do sistema. Para dominar o nicho, entretanto, ter muitos leads (que apenas testam o software) não é o suficiente.

É importante, portanto, ter uma métrica que prove que os leads são QUALIFICADOS para o negócio e para o objetivo esperado. Neste caso, um indicador interessante seria “ter ticket médio de 1K”, conceituando ($$$) o usuário: são clientes que pagam para ter o produto, aumentando a fatia de mercado dominada pela empresa

Devemos ter em mente que muitas vezes focamos apenas no valor total adquirido, mas não na qualidade do progresso.

3) Eficiência

Este tipo de resultado-chave indica se o processo será feito da melhor maneira, utilizando a menor quantidade possível de recursos, ou em menor tempo.

Para facilitar o entendimento, pensemos no seguinte objetivo: “ter clientes felizes”. Um resultado-chave de qualidade, por exemplo, seria “ter 50 tickets abertos por mês”.

Mas como podemos medir sua eficiência? Sugerimos o seguinte KR: “Resolver 100% dos tickets em menos de 30 min”. Desta maneira, indicamos qual é o tempo ideal de atendimento para “deixar os clientes felizes”.

4) Milestones

Os resultados-chave baseados em milestones medem o cumprimento de entregas de projeto e atividades essenciais para o progresso da empresa (“lançamento de um produto importante”, por exemplo). Sempre recomendamos que sejam convertidos em KRs de valor, se possível.

É importante frisar que não há meio termo no milestone, mas sim “tudo ou nada” (0 ou 100% de performance). Ele é binário ou boolean, ou seja, um tipo de dado primitivo que possui dois valores, que podem ser considerados como 0 ou 1, falso ou verdadeiro.

Desenvolvemos dois exemplos para que vocês possam entender um pouco melhor a aplicação prática destes tipos de KRs:

 

Exemplos

1) Área: TI

Objetivo: Melhorar a experiência do usuário

KR Valor: Entregar 3 novos relatórios
KR Qualidade: Ter no máximo 2 bugs por código
KR Eficiência: Corrigir bugs em até 1 dia
KR Milestone: Lançar o novo Dashboard

2) Área: Atendimento ao Cliente / Customer Success

Objetivo: Deixar nossos clientes apaixonados

KR Valor: Contatar 90% dos clientes da base
KR Qualidade: Alcançar 70 de índice de NPS
KR Eficiência: Resolver um ticket de atendimento em menos de 2 dias
KR Milestone: Implementar processo de chatbot no sistema

Estas são apenas algumas dicas para te auxiliar a formular KRs. Quer saber mais? Não deixe de contatar um de nossos especialistas, ou solicite uma demonstração do software 😉

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